O futuro acontece nos encontros: os caminhos que a Apas 2026 apontou para o varejo
Durante muito tempo, falamos sobre o futuro do varejo como algo distante. Hoje, a percepção é diferente. A cada edição da Apas Show, fica mais evidente que muitas das transformações que antes pareciam tendências já fazem parte da realidade do setor. A tecnologia avançou, o consumidor mudou e o varejo precisou aprender a responder com mais velocidade, inteligência e sensibilidade.
Entre os dias 18 e 21 de maio, São Paulo voltou a concentrar os olhares do setor supermercadista durante a Apas Show 2026, o maior festival de alimentos e bebidas das Américas e um dos mais relevantes do mundo no segmento. Mais do que uma feira de negócios, a Apas consolidou-se como um importante espaço de conexão, troca de experiências e leitura de mercado. É nesse ambiente que conseguimos observar, de forma muito clara, os movimentos que já estão moldando o presente e direcionando o futuro do varejo.
Os números do evento reforçam sua grandiosidade. Segundo dados da organização, a edição anterior reuniu mais de 78 mil visitantes, cerca de 900 expositores e movimentou aproximadamente R$ 16,5 bilhões em negócios. Mais do que os resultados econômicos, porém, a Apas evidencia algo ainda mais relevante: a velocidade com que o setor vem se transformando.
Neste ano, ficou evidente o avanço da inteligência artificial aplicada ao varejo, da automação de processos e do uso estratégico de dados para tomada de decisão. Soluções voltadas à gestão de estoque, redução de perdas, personalização do consumo e integração entre canais físicos e digitais ocuparam espaço central nas discussões. O varejo está mais tecnológico, mais conectado e cada vez mais eficiente.
Ao mesmo tempo, um aspecto chamou atenção de maneira muito positiva: em meio a tantas ferramentas e inovações, o fator humano continua sendo o principal diferencial competitivo do setor. O consumidor atual valoriza agilidade e praticidade, mas também busca acolhimento, confiança e identificação com as marcas. A tecnologia acelera processos, mas são as pessoas que constroem relacionamento.
Essa percepção reforça algo que defendo há muito tempo: o futuro do varejo não será construído apenas com inovação tecnológica, mas também com equilíbrio entre eficiência operacional e experiência humana. O supermercado segue sendo um espaço de convivência, proximidade e conexão com o cotidiano das pessoas. E é justamente essa capacidade de unir tecnologia e relacionamento que fortalecerá o setor nos próximos anos.
Para nós, supermercadistas baianos, a Apas também representa um momento estratégico de posicionamento. É a oportunidade de mostrar a força do varejo regional, ampliar conexões e trazer novas soluções para a realidade do nosso estado. A Bahia possui um segmento forte, resiliente e cada vez mais preparado para acompanhar as transformações do mercado nacional.
É justamente esse movimento de evolução contínua que nos conduz ao próximo grande encontro do setor: a Superbahia 2026, que acontecerá entre os dias 28 e 30 de julho, em Salvador.
Mais do que uma feira, a Superbahia representa o fortalecimento do varejo nordestino, aproximando indústria, fornecedores e supermercadistas em um ambiente pensado para gerar desenvolvimento, negócios e conhecimento.
Depois de acompanhar tudo o que a Apas apresentou ao mercado, chegaremos à Superbahia ainda mais preparados para discutir o futuro do setor, compartilhar experiências e fortalecer o varejo baiano. Eventos como esses não existem apenas para apresentar novidades. Eles existem para provocar reflexão, estimular movimento e impulsionar mudanças reais.
O varejo vive um momento de transformação acelerada. Em um cenário que muda constantemente, aprender, trocar experiências e fortalecer conexões deixou de ser diferencial. Tornou-se necessidade.
Que possamos seguir atentos às mudanças, preparados para inovar e, principalmente, comprometidos em construir um varejo cada vez mais humano, eficiente e conectado com as pessoas.
AMANDA VASCONCELOS
Presidente da Abase
presidencia@abase-ba.org.br
