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A complexidade da operação de um supermercado

Comprar, receber, abastecer, garantir a qualidade dos produtos, gerir estoques, precificar, inventariar, reduzir desperdícios e perdas, ter pessoas em quantidade e qualidade no time treinadas e incentivadas, satisfazer os clientes, fazer manutenção dos ativos, promover, cuidar da imagem institucional da empresa, zelar pelas finanças da empresa, garantir lucro, evitar furtos, investir, se atualizar. Ufa, tudo isso aprendendo o tempo todo com a ajuda de contadores, consultores, advogados, responsáveis técnicos, tributáristas, entidades de classe, entre outros.

O ramo ainda traz outra particularidade, o extenso tempo de funcionamento, começando por atendimento todos os dias da semana, de cedo até tarde da noite. Por ser um segmento essencial da economia, tem muita oferta, elevando a competitividade e operando com margens de lucro muito mais baixas que outros segmentos da economia.

Com tudo isso, quem se propõe investir nesse ramo, precisa ser resiliente acima da média, precisa ter a capacidade de se doar ao negócio, precisa gostar de gente, precisa ser humilde, precisa ser detalhista, precisa ser processual, precisa ter a capacidade de aguentar altos níveis de pressão e com certeza, precisa saber administrar recursos.

Para os clientes que entram em um supermercado, tudo parece ser simples e lucrativo, mas a realidade para que eles se sintam bem é árdua, mas prazerosa se o proprietário do supermercado fizer isso por vocação. O lucro é resultado, é consequência de um trabalho feito com amor.

 

ROGÉRIO MACHADO

Proprietário da Agillys Consultores & Associados,

mentor, consultor, palestrante, professor e escritor

@rogeriomachadomentor