Abase é notícia

Amanda Vasconcelos: “Tenho muita sorte de ser guiada por João Gualberto e José Humberto”

Durante o lançamento da Superbahia 2027, na sede da Associação Baiana de Supermercados (Abase), a Super Revista conversou com Amanda Vasconcelos, presidente da entidade e diretora do Hiperideal.

Em entrevista ao jornalista Benneh Amorin, Amanda fez um balanço dos quatro anos à frente da Abase, falou sobre sua trajetória no setor supermercadista e destacou a influência do pai, João Gualberto Vasconcelos, e do tio, José Humberto Souza, em sua formação profissional e pessoal. A presidente também relembrou um dos momentos mais emocionantes de sua gestão: o encerramento da Superbahia 2026, quando falou sobre sua relação com a entidade, criada por seu tio-avô, Mamede Paes Mendonça.

Benneh Amorin – Amanda, foi muito emocionante ver você falar, no encerramento da SuperBahia 2026, sobre sua trajetória e sobre a emoção de dirigir a Abase, uma entidade que foi iniciada pelo seu tio-avô Mamede. Como você viveu aquele momento?

Amanda Vasconcelos – Primeiro, foi uma honra você me entrevistando. Faz tempo que Benneh não está aqui comigo, então obrigada por estar aqui hoje. Eu acho que é realmente um sentimento de dever cumprido. Eu nasci dentro da Abase. Frequentei a associação desde o meu primeiro dia de vida e acompanhei meu tio-avô, meus tios e meu pai. Nunca pensei que um dia estaria na posição de presidente da associação. Então, quando a Abase completou 50 anos, eu me tornei presidente e fui a primeira mulher a presidir essa associação. Eu me emocionei muito naquele evento porque é uma associação muito séria, que me ensinou muito e abriu muitas portas para mim. Me ensinou muito como pessoa e como profissional. Vou guardar para sempre, com muito orgulho, a posição que ocupei aqui.

BA – E é um orgulho também para um homem chamado João Gualberto Vasconcelos, que desde o início moldou Amanda para ser essa presidente e essa profissional que está à frente do Hiperideal. O que você leva como principal lição do seu pai?

AV – Meu pai me ensinou muito como pessoa e muito como profissional. O João Gualberto profissional me ensina pelo exemplo. Eu observo como ele faz as coisas. É lógico que eu tenho um jeito e ele tem outro, mas existem algumas coisas que são inquestionáveis para nós como profissionais, como pessoas e como família. Eu levo a resiliência dele, a maneira prática e objetiva de tratar as situações, a forma imparcial de lidar com as coisas e, principalmente, a maneira leve de olhar para os problemas. Ele sempre me ensinou que a gente pode fazer mais, que sempre pode fazer melhor e que um problema que pode parecer grande precisa ser tratado como se fosse pequeno. Ele sempre me mostrou que o fácil todo mundo faz. A gente tem que fazer sempre mais. E eu levo isso para o meu dia a dia, para tocar o Hiperideal.

BA – Ao lado dele, você também tem outro grande mestre, que é o nosso querido Humberto, que já presidiu a Abase. Fale um pouco sobre ele.

AV – Eu tenho muita sorte porque tenho um pai maravilhoso, um pai incrível, mas tenho um segundo pai também, que é José Humberto, meu tio amado. Ele é um cara incrível, que me ensina muito sobre trabalho, sobre acordar cedo, ir lá, lutar, arregaçar as mangas e fazer acontecer. Também me ensina muito sobre humildade. Eu tenho muita sorte de ser guiada por João Gualberto e José Humberto. É realmente uma dádiva.

BA – E quando você fala em chegar cedo, o Humberto é provavelmente o único supermercadista que abre a loja às sete da manhã, chova ou faça sol. Não é isso, Amanda?

AV – Queria eu que fosse sete! Ele chega na loja às 4h30 da manhã! (risos) O Zé diz que todo mundo tem que trabalhar cedo. Se eu respondo uma mensagem dele, ele já fica feliz e já me liga. Nosso papo começa cedo.

BA – Foram quatro anos, quatro Superbahia e muitos encontros. Faça um balanço do que passou pela sua cabeça ao dirigir uma entidade tão importante como a Abase.

AV – Primeiro, eu não fiz nada sozinha e não comecei nada do zero. A gente tem uma Associação com uma trajetória incrível, que passou por presidentes que são grandes referências do varejo aqui da Bahia. Então, eu aprendi muito com cada um deles e peguei uma Abase já muito estruturada. Eu só coloquei o meu jeito. Acho que modernizei um pouco, trouxe talvez um olhar mais feminino, mas também um olhar de praticidade. Eu inovei um pouco no encontro do final do ano. Acho que deixei um jeitinho mais especial, aquele olhar realmente criterioso. Eu adoro fazer a festa. E vejo uma Superbahia mais forte. Mas ela está mais forte hoje por conta de tudo o que todos os presidentes e todas as diretorias fizeram até aqui. Nesses quatro anos, a gente batalhou muito pela nossa associação, sempre de maneira muito firme, mas pelo bem de todos. Tivemos muito diálogo com a prefeitura, com o governo e sempre olhando para o melhor para os nossos associados.

BA – Um dos pontos importantes da sua gestão foi a participação dos supermercadistas do interior. Foi uma inovação trazer esse olhar para mais perto da Abase, não é?

AV – Com certeza. A Abase não é a diretoria. A Abase é o supermercadinho que está lá no interior, que está em Barreiras, em Vitória da Conquista, em uma cidade pequena. A gente quer fortalecer essas famílias. Sabemos o quanto o varejo é difícil e quantas famílias dependem desse negócio. São empresas que estão nesse ramo há muitos anos e que queremos que continuem. A gente não quer ser engolido pelas multinacionais. Queremos que a Bahia continue tendo suas empresas fortes, empresas daqui que geram emprego, renda e ajudam a desenvolver o nosso estado.

BA – Amanda, eu fico muito feliz por ter acompanhado sua trajetória desde pequena, quando você corria pelos encontros da Abase. É uma satisfação enorme ver você assumir esse cargo, corresponder à altura e entregar resultados. Que Deus te abençoe.

AV – Obrigada, Benneh. Muito obrigada.