Capelinha: uma história de tradição, confiança e um recomeço que emociona
Quem visitou o estande da Capelinha na Superbahia 2026 encontrou muito mais do que picolés e sorvetes. Encontrou uma história de amor por uma marca que atravessa gerações de baianos. A Super Revista e o Programa Fala Benneh conversaram com Fábio Costa, sócio-diretor da Capelinha, que relembrou, emocionado, como assumiu o comando da empresa em 2021 e deu início a um novo capítulo de uma das marcas mais queridas da Bahia.
Tudo começou após a leitura de uma reportagem publicada no Jornal Correio, cujo título chamou sua atenção: “Que fim levou a Capelinha?” Para Fábio, aquelas eram duas palavras que jamais poderiam estar juntas. Movido pela curiosidade e pelo carinho que sempre teve pela marca, ele procurou contato com a família do fundador, Seu Antônio.
“Depois de semanas de conversas, veio o encontro mais marcante: um café na casa do fundador. Em um ambiente acolhedor, que Fábio compara ao carinho de uma casa de avó, os dois passaram a tarde conversando sobre o passado, o presente e, principalmente, o futuro da Capelinha. Ao fim da visita, veio a confirmação que mudaria sua vida: Seu Antônio confirmou que Fábio era a pessoa certa para dar continuidade ao legado da empresa. ‘Foi uma honra imensa, mas também uma responsabilidade enorme’, relembra o empresário, que assumiu a missão de preservar a memória afetiva da marca sem abrir mão da inovação.”
Desde então, a transformação tem sido constante. A antiga fábrica em São Caetano deu lugar a uma estrutura maior e mais moderna, preparada para acompanhar o crescimento da produção. A empresa também expandiu sua presença no varejo: de apenas uma loja, passou para 12 unidades, com novas inaugurações previstas ainda para 2026.
Além das lojas próprias, a Capelinha fortaleceu sua atuação no mercado B2B, ampliando a distribuição por meio de freezers instalados em supermercados, padarias e delicatessens de Salvador, Região Metropolitana e diversas cidades do interior da Bahia. A participação na Superbahia reforça justamente esse objetivo: estreitar o relacionamento com parceiros e abrir novos mercados.
Mas o maior patrimônio da Capelinha continua sendo a confiança do consumidor. Ao recordar a infância, Fábio se emociona ao lembrar do pai, já falecido, que, quando criança, sempre lhe dava dinheiro para comprar picolé, mas fazia uma recomendação que jamais esqueceu: “Só compre se for Capelinha.” Essa lembrança, segundo ele, resume o compromisso da empresa em manter a qualidade que conquistou gerações de clientes.
Respeitar essa memória afetiva significa investir sempre no melhor produto, sem abrir mão da qualidade dos ingredientes. Foi assim que, após retomar os sabores tradicionais, a empresa voltou a inovar, mantendo vivo o espírito pioneiro de Seu Antônio, criador de clássicos como os picolés de milho verde e de jaca.
Nos últimos anos, a Capelinha lançou a linha Zero, que rapidamente conquistou o público, além de produtos premium com casquinha de chocolate, como os sabores Chocolate, Paçoca e Brigadeiro. A empresa também entrou no segmento de sorvetes em pote, hoje com seis sabores, e lançou o açaí na massa, ampliando ainda mais seu portfólio.
As novidades não param por aí. Ainda este ano, a Capelinha iniciará um projeto-piloto de self-service, oferecendo sorvetes e açaí produzidos sem conservantes e sem corantes, valorizando a fruta e a qualidade que sempre fizeram parte da essência da marca.
Cinco anos depois daquele primeiro encontro, a Capelinha vive um novo momento. Cresce, conquista novos mercados e amplia seu portfólio sem perder aquilo que a tornou um símbolo da Bahia: o sabor, a tradição e a capacidade de despertar lembranças felizes em cada geração. Afinal, algumas marcas não vendem apenas produtos. Vendem memórias, afeto e a certeza de que a qualidade atravessa o tempo.
