Tríplice Fronteira é o maior desafio encarado por Cristina
Entre os muitos desafios já encarados por Cristina, um dos mais marcantes foi o percurso da tríplice fronteira, com saída de Foz do Iguaçu e passagem pelo Paraguai e pela Argentina. A experiência, segundo ela, foi esplêndida. “Muitas belezas naturais, aquela vista das cataratas, além de conhecer novas culturas e gastronomias”, conta.
O ciclismo na tríplice fronteira é uma experiência que combina esporte, natureza e diversidade cultural em um único percurso. Logo nos primeiros quilômetros, a energia das ruas de Foz já indicava que seria um percurso especial. O cenário urbano rapidamente dava lugar a áreas verdes e ao ar puro característico da região.
Um dos pontos altos do trajeto foi a vista das Cataratas do Iguaçu, que a impressionam pela grandiosidade. Pedalar com o som das quedas d’água ao fundo tornou o momento ainda mais emocionante.
A travessia da fronteira trouxe a sensação simbólica de romper limites. Cada país apresentava paisagens e costumes próprios. No Paraguai, o comércio vibrante e as cores das feiras chamavam a atenção. Já na Argentina, o charme das ruas e o acolhimento das pessoas marcaram a jornada.
O percurso exigiu preparo físico e resistência. As variações de relevo desafiaram as pernas e o fôlego. “Mas cada subida era recompensada por vistas panorâmicas inesquecíveis. O contato com ciclistas locais também enriqueceu a experiência, havendo troca de histórias, dicas de rotas e incentivo mútuo”, destacou.
A gastronomia foi outro capítulo especial da viagem, de acordo com Cristina. Sabores típicos de cada país tornaram as paradas ainda mais prazerosas e entre um descanso e outro, surgiam novas descobertas culturais. “A tríplice fronteira mostrou que pedalar é mais do que praticar um esporte. É uma forma de explorar territórios e ampliar horizontes”, sintetizou.
Cristina conta que a bicicleta se transformou em ponte entre as nações e a paisagem natural reforçou a importância da preservação ambiental. Cada quilômetro percorrido trouxe aprendizado e superação e, ao final do trajeto, ficou para ela a certeza de que o esforço valeu a pena. E, assim, a tríplice fronteira permanece, até hoje, como um dos percursos mais marcantes de sua trajetória no ciclismo.
Feras do Pedal
E quando o assunto é união feminina sobre duas rodas, Cristina pedala ao lado do Grupo Feras do Pedal, grupo formado por 60 mulheres em Jequié. Mais do que companheiras de treino, elas formam uma rede de apoio. “O grupo nos dá segurança, disciplina e tranquilidade. Além de pedalarmos juntas, trocamos experiências e nos apoiamos mutuamente”, conclui.
