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60+como diferencial competitivo nos supermercados

Uma nova perspectiva surge com uma participação muita ativa das  pessoas 60+ ativas em várias áreas da sociedade, inclusive no ambiente de trabalho. Esse público não se reconhece mais no rótulo de “idoso”, carregado de ideias ultrapassadas sobre limitações e fim de ciclos, eles seguem vivendo com propósito, curiosidade e vontade de evoluir. Voltam a estudar, aprendem novas tecnologias, fazem cursos, iniciam uma segunda ou até terceira graduação. Muitos abrem novos negócios, empreendem, mudam de carreira ou transformam antigos sonhos em projetos reais. Não esperam mais “o tempo passar”; fazem o tempo acontecer.

São pessoas que cuidam da saúde, da mente e das emoções. Viajantes, leitores, voluntários, criadores, líderes de grupos, mentores e aprendizes ao mesmo tempo. Encaram desafios com maturidade, mas também com coragem — aquela coragem que só quem viveu bastante desenvolve.

Os anos não são vistos como peso, mas como bagagem. Experiência não é limite, é diferencial. Eles erram menos por medo e tentam mais por consciência. Sabem que recomeçar não é voltar ao início, é avançar com mais sabedoria.

Com a dificuldade atual para contratação de colaboradores para os supermercados, talvez seja uma boa estratégia para os RH’s abrir espaço para essas pessoas mais experientes, como já acontece há muito tempo em outros países.

Algumas empresas do Brasil, inclusive do varejo, já estimulam a contratação de pessoas 60+. A Havan é uma dessas empresas e tem inclusive em seu quadro de colaboradores, uma senhora de 91 anos.

Em minhas passagens como gestor em supermercados, eu sempre procurava trabalhar com algumas pessoas mais experientes no grupo, assim como fazem os técnicos de futebol. Imagine um time profissional de futebol composto somente por jovens abaixo de 20 anos? Eles mesclam o talento jovem com os jogadores mais experientes, mais vividos. Nos hipermercados que administrei eu tinha no grupo sempre uma senhora ou senhoras que faziam o papel de host, de embaixadores, de representantes dos clientes para mim. Eles não tinham uma função fixa, o foco era se colocar no lugar dos clientes e encantar. Mas não era somente nessa função, sempre que aparecia alguém com boa bagagem de vida para me ajudar na construção de equipes fortes.

Reclamar por reclamar não modifica as situações. Para resultados diferentes é preciso mudança, quebra de paradigma.

Pense nesse tema, talvez seja uma boa oportunidade para evoluir  qualitativa e quantitativamente seu time. (Foto reproduzida do Jornal Imparcial de Belém do Pará).

 

ROGÉRIO MACHADO

Proprietário da Agillys Consultores & Associados, mentor, consultor, palestrante, professor e escritor

@rogeriomachadomentor