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Tecnologia e Varejo: A Nova Era da Experiência de Compra

A cada ano, falamos sobre inovação no varejo supermercadista e como a tecnologia vem transformando nosso setor. Mas, em 2025, esse discurso já não trata do que está por vir – e sim do que já acontece. Digitalização, inteligência artificial e integração omnichannel deixaram de ser tendências para se tornarem ferramentas essenciais para quem deseja se manter competitivo e, mais do que isso, relevante para o consumidor moderno.

O cliente de hoje não espera, não tolera filas e não aceita complicações. Ele busca agilidade, personalização e conveniência. Pesquisa da McKinsey aponta que 75% dos consumidores preferem empresas que oferecem experiências integradas entre canais físicos e digitais. Isso significa que quem ainda não investiu em um modelo de atendimento fluido, que transita entre loja física, aplicativo e e-commerce, está ficando para trás.

A inteligência artificial, antes vista como uma inovação distante, hoje está no centro das estratégias do varejo. Seu impacto vai muito além de chatbots e recomendações de produtos em e-commerce. No setor supermercadista, a IA já otimiza estoques, prevê padrões de consumo e torna promoções mais assertivas. Segundo um estudo da Deloitte, supermercados que adotam IA para gestão de estoque reduzem perdas operacionais em até 30%. Com base no histórico de compras, a tecnologia recomenda produtos complementares, envia cupons personalizados e até antecipa as necessidades do consumidor.

No ponto de venda, a automação está revolucionando a experiência de compra. Caixas de autoatendimento já não são um diferencial, mas uma expectativa do consumidor. Pagamentos digitais e carteiras eletrônicas aceleram o checkout e oferecem mais segurança. Além disso, programas de fidelidade evoluem, deixando de ser apenas um acúmulo de pontos para se tornarem ferramentas estratégicas de relacionamento, proporcionando recompensas personalizadas e aumentando o engajamento do cliente.

Diante desse cenário, o maior erro que o varejo supermercadista pode cometer é resistir às mudanças. O futuro não espera, e o mercado tampouco. Adaptar-se não significa apenas investir em tecnologia, mas saber aplicá-la de maneira estratégica, com foco no consumidor.

O setor supermercadista baiano tem a oportunidade de liderar essa transformação. Quem entender que a tecnologia é um meio – e não um fim – sairá na frente. Afinal, inovação não é sobre substituir o fator humano, mas sobre potencializar o que sempre foi a essência do nosso negócio: atender bem, com eficiência e proporcionando a melhor experiência possível.

Que saibamos usar a tecnologia a nosso favor e que estejamos prontos para o futuro – porque ele já chegou.

AMANDA VASCONCELOS

Presidente da Abase

presidencia@abase-ba.org.br