Fecomércio: Debate sobre as Perspectivas Econômicas & Reforma Tributária 2025
“Perspectivas Econômicas & Reforma Tributária 2025” foi tema de seminário promovido pela Fecomércio e contou com as palestras de Felipe de Sá Tavares, gerente economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo – CNC, Sérgio Couto, coordenador de Assuntos Tributários da Fecomércio Bahia, e Guilherme Dietze, consultor econômico da Fecomércio Bahia. O evento foi realizado no espaço Mário Cravo, na Casa do Comércio, em Salvador, Bahia.
De acordo com Kelsor Fernandes, presidente da Fecomércio – Sesc e Senac, a regulamentação da Reforma Tributária não tem sido recepcionada com uma boa perspectiva, porém, ele acredita que seja preciso de mais tempo para uma conclusão com maior exatidão.
“Infelizmente, temos tido uma perspectiva não tão boa com a regulamentação da Reforma Tributária, e, vamos aguardar um pouco para ver o que vai acontecer”, disse Kelsor Fernandes, adiantando que espera que o governo tenha alguma sensibilidade nos momentos que surjam alguma sobretaxa no setor varejista e que isso possa ser corrigido.
Para Felipe Tavares, a Reforma Tributária teve um grande ganho quanto a simplificação do sistema porque terá um sistema tributário mais simples.
“Porém, essa simplificação somente vai chegar há dez anos. Ou seja, teremos uma transição muito longa, uma reforma que terá efeitos de médio e longo prazo no Brasil”. Segundo o economista, o efeito que preocupa e tem que ser resolvido é o aumento de carga tributária.
“O Brasil vai iniciar o novo sistema com a maior alíquota de IVA (Imposto sobre Valor Agregado) – sob consumo do mundo e isso tende a aumentar os preços nas prateleiras. Ou seja, vamos ter um imposto mais simples, porém, mais caro para o consumidor. Essa é a nossa preocupação”.
O consultor econômico da Fecomércio Bahia, Guilherme Dietze, considerou positivas as perspectivas da economia baiana em 2024 e ressaltou que o varejo teve o seu melhor resultado em pouco mais de dez anos.
Guilherme Dietze apontou recorde na taxa mínima de desemprego no Estado e o poder de compra das famílias crescendo com o acesso ao crédito. “Isso permitiu que o varejo desse o seu melhor resultado em pouco mais de dez anos e o turismo teve o record histórico de faturamento de hotéis, alimentação e transporte. Isso mostra um cenário muito positivo”.
A Reforma Trabalhista é necessária, diz o coordenador de Assuntos Tributários da Fecomércio Bahia.
“A Reforma Trabalhista é necessária e ela é pleiteada pelo segmento empresarial desde os últimos 30 anos, porque o nosso sistema tributário é um sistema caótico, complexo, burocrático e caro, e, estamos passando agora por um momento de transição”, ressaltou Sérgio Couto.
Explicou ainda Sérgio Couto que a Reforma foi regulamentada no início deste ano e vai vigorar a partir do ano que vem. “Teremos uma maturação de um ano, um ano de estudos, de descoberta e de precificação para os empresários”, concluiu.