Empresárias baianas mostram sua força e liderança no varejo
Março, o mês dedicado às mulheres, é uma oportunidade para refletir e celebrar aquelas que transformam o setor varejista, supermercadista e de distribuição na Bahia. A Super Revista conversou com algumas mulheres que atuam no mercado varejista e atacadista baiano, a exemplo de Amanda Vasconcelos, diretora do Hiperideal, presidente da Abase e vice-presidente da Abras; Jéssica Mizushima, CEO da RedeMix Bahia; Eliana Santos, presidente do Grupo São Roque; Patrícia Oliveira, sócia-fundadora da Rede Mais Supermercados e proprietária da unidade Pituaçu; Célia Spanholi, diretora-administrativa da Disali Alimentos, e Geovana Gabriela Brandão Moreira, sócia-diretora da Rede Novo Mix.
Cada uma delas carrega uma história de superação e sucesso, consolidando suas marcas e impulsionando o setor com inovação e gestão eficiente. Neste mês especial, comemor=amos suas trajetórias e o impacto que causam na economia e no desenvolvimento do varejo no mercado baiano. Ilustração: “Desenhado por Freepik” (www.freepik.com).
AMANDA VASCONCELOS
“O começo foi desafiador, principalmente pela necessidade de provar que eu estava ali pelo meu trabalho e não somente por ser um negócio da minha família. Passei por todos os estágios do setor comercial e a trajetória foi construída passo a passo. No início, os desafios eram conquistar respeito e espaço; hoje, o desafio é manter o crescimento do negócio em um mercado tão competitivo, sem perder a essência e a inovação que trouxemos para o setor”, conta Amanda Vasconcelos, diretora do Hiperideal e presidente da Abase, em entrevista concedida à Super Revista no mês das mulheres.
Super Revista – Como mulher à frente dos negócios, num setor que antes era dominado em quase a sua totalidade por homens, como você busca gerenciar os negócios da empresa?
Amanda Vasconcelos – Com transparência, humildade e inovação. Não tenho medo de provar do novo. Muito pelo contrário, ele tem aberto portas e me conectado com pessoas lendárias do segmento supermercadista, juntos temos feito mudanças no mindset do setor. No Hiperideal, sempre busco uma gestão estratégica baseada na proximidade com a equipe e uma visão voltada para o futuro. Minha liderança é focada em resultado, mas também em criar um ambiente onde o talento prevalece, independente do gênero. Ter mulheres em cargos de liderança é um reflexo natural da nossa cultura, onde competência e entrega falam mais alto.
SR – Quais os maiores desafios enfrentados no início de sua carreira no varejo até os dias de hoje?
AV – O começo foi desafiador, principalmente pela necessidade de provar que eu estava ali pelo meu trabalho e não somente por ser um negócio da minha família. Passei por todos os estágios do setor comercial e a trajetória foi construída passo a passo. No início, os desafios eram conquistar respeito e espaço; hoje, o desafio é manter o crescimento do negócio em um mercado tão competitivo, sem perder a essência e a inovação que trouxemos para o setor.
SR – Conduzir uma empresa nos dias de hoje requer muito tempo, “e o olhar de quem a gerencia” é essencial para o crescimento dos negócios. Além de estar à frente dos negócios, existe tempo para se dedicar à família?
AV – Equilíbrio é um dos maiores desafios. O ritmo do varejo é intenso, e liderar uma empresa exige dedicação total. Mas eu aprendi a estabelecer limites. No trabalho, foco completamente na empresa, e quando estou com minha família, faço questão de estar presente de verdade. Não é fácil, nem sempre dá para estar em todos os momentos, mas entendi que perfeição não existe. A mulher sempre carrega múltiplas responsabilidades, mas precisamos aprender a delegar, a aceitar que não vamos dar conta de tudo e, acima de tudo, a valorizar cada momento, seja no trabalho ou em casa.
SR – Qual a mensagem que você pode passar neste momento para as mulheres que enfrentam algum tipo de discriminação no ambiente de trabalho, mesmo quando estão à frente dos negócios?
AV – Nunca deixem que duvidem da sua capacidade. Faça valer a oportunidade, a chance criada, o momento vivido. Entregue-se com comprometimento, foco e muito respeito a todos envolvidos. O medo faz parte e traz um tempero especial, mas nunca pode ser aceito quando ele está atrelado ao gênero da pessoa.
SR – Se você fosse escolher uma outra profissão que não fosse de empresária do setor varejista, qual seria e por quê?
AV – Matemática. Risos! Sim, antes de pensar em fazer Administração, queria cursar Matemática. Amo números. Mesmo sendo super controverso com o meu signo, Peixes, me encontro no mundo do Excel, dos cálculos e projeções.
JÉSSICA MIZUSHIMA
“O varejo é dinâmico, exige que a gente esteja sempre de olho nas tendências e nos desafios do mercado, e eu procuro equilibrar tudo isso com uma gestão próxima, estratégica e baseada em resultados”, ressalta Jéssica Mizushima, presidente da Rede MixBahia Supermercados, em entrevista concedida à Super Revista no mês das mulheres.
Super Revista – Como mulher à frente dos negócios, num setor que antes era dominado em quase a sua totalidade por homens, como você busca gerenciar os negócios da empresa?
Jéssica Mizushima – Acredito muito na força da equipe e na importância de inovar sempre e buscar sempre fazer o melhor. Meu estilo de gestão é muito voltado para as pessoas, porque sei que ninguém faz nada sozinho. O varejo é dinâmico, exige que a gente esteja sempre de olho nas tendências e nos desafios do mercado, e eu procuro equilibrar tudo isso com uma gestão próxima, estratégica e baseada em resultados.
SR – Quais os maiores desafios enfrentados no início de sua carreira no varejo desde os dias de hoje?
JM – No começo, um dos grandes desafios foi conquistar espaço e credibilidade, pois sempre estive cercada de pessoas com anos de experiência no setor. Mas encarava isso como motivação para me preparar cada vez mais e poder sempre estar contribuindo, dando o meu melhor. Hoje, os desafios mudaram, mas continuam exigindo muito da gente. O mercado está cada vez mais digital, os clientes estão mais exigentes e a concorrência só cresce. A chave é se reinventar sempre, fortalecer as parcerias e nunca parar de aprender.
SR – Conduzir uma empresa nos dias de hoje requer de muito tempo, “e o olhar de quem a gerencia” é essencial para o crescimento dos negócios. Além de estar à frente dos negócios, existe tempo para se dedicar à família?
JM – Esse é um desafio diário, mas eu acredito que equilíbrio é questão de prioridade. O trabalho exige muito, o varejo é muito dinâmico e todo dia acontecem milhares de situações que nos tiram da zona de conforto, mas minha família também é essencial para mim. Então, sempre que posso, faço questão de estar presente, aproveitar momentos importantes e realmente me desconectar do trabalho. Delegar e confiar na equipe é fundamental para isso. Não é fácil, mas acredito que o que importa não é a quantidade de tempo, e sim a qualidade dele.
SR – Qual a mensagem que você pode passar neste momento para as mulheres que enfrentam algum tipo de discriminação no ambiente de trabalho, mesmo quando estão à frente dos negócios?
JM – Não se deixem intimidar! A gente sabe que ainda existem desafios e barreiras, mas cada conquista nossa abre caminho para outras mulheres. O mais importante é ter confiança no seu próprio potencial, se preparar e buscar chegar cada vez mais longe. E, sempre que possível, apoiar outras mulheres para que elas também tenham voz e oportunidades. Acredito que o mercado precisa estar pronto para receber quem for competente, independente do gênero.
SR – Se você fosse escolher uma outra profissão que não fosse de empresária do setor varejista, qual seria e por quê?
JM – Provavelmente estaria em algo voltado para gestão de pessoas ou desenvolvimento de negócios. Acho incrível poder contribuir para o crescimento das pessoas e das empresas, então, se não estivesse no varejo, com certeza estaria em algo que me permitisse continuar fazendo isso.
GEOVANA BRANDÃO MOREIRA
“Os desafios continuam os mesmos. Precisamos estar sempre atentos à concorrência, buscando sempre a competitividade. Estar antenado quanto as tecnologias, para conseguir ser competitivo. E, além de tudo, saber lidar com os desafios que é empreender no Brasil”, disse Geovana Gabriela Brandão Moreira, em entrevista concedida à Super Revista no mês das mulheres.
Super Revista – Como mulher à frente dos negócios, num setor que antes era dominado em quase a sua totalidade por homens, como você busca gerenciar os negócios da empresa?
Geovana Gabriela Brandão Moreira – Acredito que primeiro de tudo, precisamos adquirir experiência, conhecer todos os processos e setores, entender de tudo um pouco, para começarmos a gerenciar. E dessa forma, não deixamos espaço para nenhum questionamento. Afinal, quando conhecemos do processo, dominamos muito mais.
SR – Quais os maiores desafios enfrentados no início de sua carreira no varejo desde os dias de hoje?
GGBM – Os desafios continuam os mesmos. Precisamos estar sempre atentos à concorrência, buscando sempre a competitividade. Estar antenado quanto as tecnologias, para conseguir ser competitivo. E, além de tudo, saber lidar com os desafios que é empreender no Brasil.
SR – Conduzir uma empresa nos dias de hoje requer de muito tempo, “e o olhar de quem a gerencia” é essencial para o crescimento dos negócios. Além de estar à frente dos negócios, existe tempo para se dedicar à família?
GGBM – A família é onde tudo começa. Afinal, foi por causa deles que estou aqui hoje. Os pilares da vida, para mim, são: Deus, família e trabalho. Exatamente nessa ordem. Então, obviamente que o nosso trabalho consome a maior parte do nosso tempo, mas sempre existe tempo para dedicar ao que realmente importa. Se formos organizados, conseguimos “equilibrar” os pratos.
SR – Qual a mensagem que você pode passar neste momento para as mulheres que enfrentam algum tipo de discriminação no ambiente de trabalho, mesmo quando estão à frente dos negócios?
GGBM – Resiliência. Desistir não é uma opção. Somos fortes e já enfrentamos muitas batalhas. Então não tenho dúvidas que com competência, podemos chegar em qualquer lugar.
SR – Se você fosse escolher uma outra profissão que não fosse de empresária do setor varejista, qual seria e por quê?
GGBM – Nunca me imaginei fazendo outra coisa. Já nasci dentro do mercado e cresci sabendo o que queria.
CÉLIA SPANHOLI
“Como gestora procuro ter as pessoas aliadas a mim, formando equipes confiáveis e preparadas e que falem a mesma linguagem, alinhado à uma gestão humanizada e participativa, com certeza fazem a grande diferença para bons resultados e crescimento da empresa”, ressaltou Célia Spanholi, diretora-administrativa da Disali Alimentos, em entrevista concedida à Super Revista no mês das mulheres.
Super Revista – Como mulher à frente dos negócios, num setor que antes era dominado em quase a sua totalidade por homens, como você busca gerenciar os negócios da empresa?
Célia Spanholi – Gerenciar uma empresa exige muito preparo, visão e conhecimento do negócio, muita determinação e resiliência. E se tratando da resistência à liderança feminina, fica evidenciado que a exigência ainda é maior. Tive a escola da vida, superando muitos desafios de todas as formas. Como gestora procuro ter as pessoas aliadas a mim, formando equipes confiáveis e preparadas e que falem a mesma linguagem, alinhado à uma gestão humanizada e participativa, com certeza fazem a grande diferença para bons resultados e crescimento da empresa.
SR – Quais os maiores desafios enfrentados no início de sua carreira no varejo desde os dias de hoje?
CS – O início de uma atividade empresarial é desafiador. Conhecer o mercado que irá atuar é um dos pontos mais relevantes, além de planejar estrategicamente todo o negócio, são premissas básicas. Os desafios são constantes em qualquer tempo e o tempo todo. O mercado é exigente e competitivo, exigindo atenção e preparo para enfrentar as turbulências inerentes a qualquer empreendimento que atue. Tenho no meu DNA o empreendedorismo. Formar equipes alinhadas à cultura da empresa é fundamental para um bom resultado.
SR – Conduzir uma empresa nos dias de hoje requer de muito tempo, “e o olhar de quem a gerencia” é essencial para o crescimento dos negócios. Além de estar à frente dos negócios, existe tempo para se dedicar à família?
CS – Conduzir um grande negócio, exige, além de um olhar estratégico, muita dedicação e tempo para atuar no seu negócio. Me desafio o tempo todo para conciliar o profissional, a família e o lado pessoal que não podemos deixar de lado. Tenho uma grande equipe de apoio, que além de profissionais são parceiros e proativos, que me permite estar ausente da empresa e tudo funcionar como deve ser. Destaco o apoio, o acolhimento e a colaboração familiar que faz a grande diferença na minha vida. Sinto-me uma pessoa abençoada e muito feliz com as escolhas que fiz.
SR – Qual a mensagem que você pode passar neste momento para as mulheres que enfrentam algum tipo de discriminação no ambiente de trabalho, mesmo quando estão à frente dos negócios?
CS – Quero destacar que a força e a sensibilidade feminina, fazem a grande diferença em qualquer lugar que ela possa estar. Nunca deixem que duvidem da sua capacidade. O caminho pode ser difícil, mas acreditem no próprio potencial. Busquem conhecimento, estejam preparadas e acima de tudo não tenham medo de ocuparem os espaços que merecem. Competência, liderança e inovação não têm gênero e o futuro será cada vez mais diverso e inclusivo. Parabéns à todas as mulheres.
SR – Se você fosse escolher uma outra profissão que não fosse de empresária do setor varejista, qual seria e por quê?
CS – Gosto de gente e de acolhimento. Ainda tenho um grande sonho de abrir uma fundação para acolhimento de crianças e adolescentes carentes. Apesar de amar o que faço, uma das profissões que me encanta é arquitetura e decoração, justamente porque permitiria colocar a minha alma e sensibilidade, além de estar lidando com pessoas e sentimentos.
ELIANA SANTOS
“Para minhas companheiras mulheres que como eu se desdobram em tantas atividades e que sofrem discriminação e preconceitos, deixo a mensagem de que sigam em frente, não desistam, e busquem ajuda quando necessário, hoje existem excelentes redes de apoio para mulheres. O que o mundo quer de nós é coragem. Apesar de sermos vítimas em várias situações, podemos superar e crescer…”, enfatizou Eliana Santos, presidente do Grupo São Roque, em entrevista concedida à Super Revista no mês das mulheres.
Super Revista – Como mulher à frente dos negócios, num setor que antes era dominado em quase a sua totalidade por homens, como você busca gerenciar os negócios da empresa?
Eliana Santos – Atuo no segmento de atacadista distribuidor e varejo há 40 anos. Comecei muito nova ao lado do meu pai e aos 20 anos assumi a gestão da empresa, realmente esse seguimento tem uma predominância de homens na liderança. No começo, além de ser muito jovem, enfrentei inúmeros desafios e vários preconceitos, mas sempre tive o apoio de meu pai, que digo que era feminista, teve seis filhas mulheres e incentivou todas a trabalharem e crescerem e isso fez toda a diferença. Mas sempre enfrentei tudo, participava de palestras, eventos, viagens, em alguns eventos eu era a única mulher. Às vezes me sentia um ET (rsrs), mas por outro lado muitos representantes de indústrias me adotaram e alguns até mesmo me protegiam. Sou grata a vários deles. Como por exemplo, Noberto Araújo, Manoel Viana, Sr. Andrade, do Fósforos Guarany e tantos outros. Em relação a gestão e liderança da empresa, busquei sempre me preparar, sempre fui estudiosa, fiz vários cursos e seminários, com o passar do tempo fui crescendo profissionalmente e ganhando o respeito das pessoas e essas situações foram diminuindo. Além disso, por sermos uma empresa família, foram chegando meu irmão Roque e minhas irmãs e juntos buscamos treinamento e até mesmo vivências terapêuticas com o objetivo de manter a família unida. Outro ponto foram os investimentos em pessoas e em logística.
SR – Quais os maiores desafios enfrentados no início de sua carreira no varejo desde os dias de hoje?
ES – Quando decidimos atuar também no varejo e Cash & Carry os desafios foram enormes e mais uma vez enfrentamos tudo que surgiu, cito a concorrência com as grandes redes como um grande desafio para nós, mas também a outros como gestão de compras e abastecimento, tecnologia e gestão de pessoas, além do contato direto com o público. Em 2011, passamos por um momento muito difícil que foi o incêndio em nossa loja do Contorno que tinha só 20 dias de inaugurada, foi muito difícil, mas com a ajuda de Deus e de muitos que nos ajudaram superamos também.
SR – Conduzir uma empresa nos dias de hoje requer de muito tempo, “e o olhar de quem a gerencia” é essencial para o crescimento dos negócios. Além de estar à frente dos negócios, existe tempo para se dedicar à família?
ES – Realmente por ser mulher e ter que ser multitarefas a gestão de tempo passa a ser um mega desafio, precisei me cuidar, cuidar da minha filha, do meu casamento, da casa. Teve um tempo que era correria total, cheguei uma vez a levar 11 multas em um mesmo sinal, pois fazia questão de pegar minha filha na escola (rsrs). Mas, hoje avalio que são os desafios que nos tornam melhores e por conta disso tive que me desdobrar e acabei evoluindo também por isso. Claro que acho que nós mulheres sofremos muito por conta de tantas demandas e acho que os homens deveriam ajudar serem mais presentes, principalmente na educação dos filhos. No final acho que fazemos verdadeiros milagres para dar conta de tantas coisas e ter uma boa rede de apoio é fundamental para nós. Procuro desde sempre fazer o meu melhor de cada dia, e hoje quando não dá, procuro me entender e respeitar os meus limites.
SR – Qual a mensagem que você pode passar neste momento para as mulheres que enfrentam algum tipo de discriminação no ambiente de trabalho, mesmo quando estão à frente dos negócios?
ES – Para minhas companheiras mulheres que como eu se desdobram em tantas atividades e que sofrem discriminação e preconceitos, deixo a mensagem de que sigam em frente, não desistam, e busquem ajuda quando necessário, hoje existem excelentes redes de apoio para mulheres. O que o mundo quer de nós é coragem, apesar de sermos vítimas em várias situações podemos superar e crescer, usando essa força imensurável que Deus nos deu e que nos permite sermos únicas no sentido de gerar vidas dentro de nós. Isso nenhum homem pode fazer. Busquem ser boas profissionais, não somos piores que os homens, somos iguais e em algumas situações até melhores. A força e a determinação que temos nos faz profissionais de excelência. A intuição e determinação feminina são forças incríveis para exercer uma boa liderança. Aproveito aqui para deixar minha homenagem a duas grandes mulheres: A primeira que admiro demais é Maria, Mãe de Jesus Cristo, uma mulher incrível à frente de seu tempo e que marcou profundamente a humanidade. A segunda é Dona Mariazinha, minha mãe, uma guerreira incrível, que criou 8 filhos e sempre foi à frente do seu tempo, ela é minha referência como mulher. Além destas, meu respeito a tantas outras que venceram tantos preconceitos e que a luta delas nos permitiu chegarmos até aqui.
SR – Se você fosse escolher uma outra profissão que não fosse de empresária do setor varejista, qual seria e por quê?
ES – Sinceramente não me vejo em outra profissão. Amo o que faço. Mas uma área que gosto muito é a área de psicologia, acho que buscaria algo nessa área. Principalmente, porque ao longo dos anos fui percebendo que o principal para o sucesso de uma empresa são pessoas.
PATRÍCIA OLIVEIRA
“Não me vejo em outra profissão, gosto desta dinâmica e desta movimentação onde podemos conhecer pessoas novas todos os dias através dos nossos clientes e fornecedores. No varejo sou realizada como profissional”, relatou Patrícia Oliveira, sócia-fundadora da Rede Mais Supermercados e proprietária da unidade Pituaçu, em entrevista concedida à Super Revista no mês das mulheres.
Super Revista – Como mulher à frente dos negócios, num setor que antes era dominado em quase a sua totalidade por homens, como você busca gerenciar os negócios da empresa?
Patrícia Oliveira – Estou sempre buscando aprender mais, me qualificando através de leituras e cursos, participando das reuniões da Rede Mais, a qual sou sócia-fundadora com muito orgulho, onde discutimos as ações para o crescimento da rede e me sinto realizada. Na nossa empresa sempre procuramos dar oportunidades aos nossos funcionários ao longo destes 40 anos, onde junto com meu esposo Edson e meu filho Emerson, buscamos crescer cada vez mais oferecendo aos nossos clientes um bom atendimento e qualidade nos serviços prestados. Uma nova loja está nascendo em breve em Salvador, um mercado de bairro com bons produtos, preços competitivos, atendimento de excelência em um ambiente agradável. Em breve, Rede Mais Supermercado unidade Pituaçu estará de cara nova.
SR – Quais os maiores desafios enfrentados no início de sua carreira no varejo desde os dias de hoje?
PO – Os desafios foram muitos, mas sempre busquei me qualificar e mostrar meu potencial. Hoje vejo que trilhei o caminho certo. Agradeço ao meu esposo Edson e meus filhos Emerson e Gabriel, que sempre me apoiaram e hoje tenho orgulho de estar à frente da nossa empresa juntamente com Emerson, fazendo uma boa administração para alcançarmos juntos nosso sucesso.
SR – Conduzir uma empresa nos dias de hoje requer de muito tempo, “e o olhar de quem a gerencia” é essencial para o crescimento dos negócios. Além de estar à frente dos negócios, existe tempo para se dedicar à família?
PO – Sim, não é fácil, mas sempre buscamos ficarmos juntos em momentos com qualidades e afetos mútuo.
SR – Qual a mensagem que você pode passar neste momento para as mulheres que enfrentam algum tipo de discriminação no ambiente de trabalho, mesmo quando estão à frente dos negócios?
PO – Não desanime, siga de cabeça erguida e mostre seu valor, respeitando a todos, em atos e ações com humildade e perseverando no que você acredita, buscando também qualificação, através dos estudos e pessoas que contribuam para o seu crescimento.
SR – Se você fosse escolher uma outra profissão que não fosse de empresária do setor varejista, qual seria e por quê?
PO -Não me vejo em outra profissão, gosto desta dinâmica e desta movimentação onde podemos conhecer pessoas novas todos os dias através dos nossos clientes e fornecedores. No varejo sou realizada como profissional.